quinta-feira, novembro 03, 2005
  Se7en, por sul-americanos...

Não, meus amigos! Não se tratam de pecados, pelo contrário.
Nada de gula, avareza, soberba, luxúria, preguiça, ira ou inveja. Talvez apenas inveja...
Sete jogos, sete vitórias. No alto de pedestal, num patamar elevado, está o Maccabi Haifa. Abaixo, todos os outros.

Dessa vez, a vítima foi o pobre Ashdod. Fora de casa, o líder e atual bicampeão sapecou um 2 a 1 e abriu cinco pontos de vantagem. E ainda estamos no início do torneio.
Todos nós sabemos que o Maccabi Haifa é a base da seleção israelense: jogam Harazi, Keisi, Tal, Zandberg, Katan. Mas seria o suficiente para uma superioridade tão grande?
Qual seria, portanto, "o pulo do gato"?

Não é preciso procurar demais. Logo de cara, encontra-se a resposta; ou as respostas: dois brasileiros e um argentino.

O destaque da vitória do Maccabi Haifa no último fim de semana é um jogador pouco comentado. Deveria sê-lo mais.
Com 27 anos, o meia-atacante Gustavo Boccoli começou a dar seus primeiros chutes na Portuguesa de Desportos. Com histórico de bebedeiras, rodou pelo interior paulista (Araraquara, Nacional) e pelo Brescia, da Itália, até chegar, por meio de um empresário, ao Hapoel Ramat Gan (da Segunda Divisão israelense).
Boccoli tornou-se frequentador, antes da transferência, da Igreja do Bispo Edir Macedo. E resolveu acertar sua carreira.
Contratado junto ao Maccabi Natzeret (onde foi eleito melhor jogador da equipe na temporada 2003-2004, mesmo sendo rebaixado), Boccoli tratou de mostrar serviço. Logo em seu primeiro campeonato em Haifa, foi campeão e terceiro artilheiro da equipe, com 10 gols.



Quem anda comendo a bola por aqui é o meia Dirceu, ex-Santo André.
Quem não se lembra do Maracanã lotado na final da Copa do Brasil de 2004? Era o volante Dirceu quem comandou o time do ABC na vitória histórica sobre o Flamengo.
Nascido em Cabo Frio, Dirceu começou nas divisões de base do Fluminense, onde jogou até 2001. Logo depois, Dirceu defendeu as cores da Juventus de São Paulo, disputando dois campeonatos paulistas antes de vestir a camiseta do Santo André e tornar-se campeão da Copa do Brasil.
Em Agosto de 2004, Dirceu foi contratado pelo Maccabi Haifa juntamento com o volante Marcos Paulo, do Cruzeiro.
Dirceu vingou, Marcos Paulo, não.
O carioca (apelidado aqui de Samuel L. Jackson) é hoje o ponto de equilíbrio do meio-campo do Maccabi Haifa. E acaba de renovar com a equipe do norte por mais dois anos.



É comum escutar, em rodas sobre futebol, que Israel não tem atacante. De motoristas de táxi a vendedores de faláfel, é quase unanimidade.
"Ein lanu chalutzim" ("não temos atacantes"), reclamam!
Mesmo contando com a boa fase de Yaniv Katan, o Maccabi Haifa foi buscar com "los hermanos argentinos" seu matador: Roberto Collauti, ex-Boca Juniors.
Collauti foi nada menos que o artilheiro da última temporada, com 19 gols. Nessa, em 7 jogos, marcou apenas dois gols.
Abaixo, o cordobês goleador do Maccabi Haifa.



O que seria do todo-poderoso Maccabi Haifa sem seu esquadrão latino?
Eles fazem assim tanta diferença?
Difícil responder. O que dá para dizer é que a equipe de Haifa pode, facilmente, continuar sua sequência invicta e acumular vitórias. Passar de seven para eight, nine, ten... assim, o tri-campeonato só é uma questão de tempo.
Em 7 rodadas, já são cinco pontos de vantagem. E mais virão.
 
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